domingo, 30 de setembro de 2012

Vale do Silício apresenta moto coberta, app 'proativo' e supermáquina de café


Produtos recém-inventados por empresas iniciantes californianas foram apresentados em conferência de tecnologia e são vistas como possíveis 'grandes invenções'; veja sua utilidade.
O Vale do Silício, na Califórnia, conquistou reputação como o mais avançado centro internacional de tecnologia, atraindo tanto gigantes do setor como pequenas empresas iniciantes. A BBC visitou um dos principais eventos do setor de tecnologia, a conferência "Disrupt", organizada pelo site especializado "TechCrunch", para identificar três novos produtos em desenvolvimento com potencial para se tornarem as próximas "grandes invenções" do Vale do Silício.
Moto elétrica autobalanceável
"O futuro está nos transportes", é assim que Danny Kim e sua equipe de engenheiros da Lit Motors descrevem seu veículo inovador – basicamente um "carro cortado pela metade", nas palavras de seus criadores.
O C-1 é uma espécie de 'carro cortado ao meio' movido a eletricidade (Foto: Da BBC)
Desenvolvido para suportar impacto, o C-1 é o primeiro veículo de duas rodas estabilizado por giroscópios controlados eletronicamente para criar mais de 500 quilos de força de tração. Isso ajuda a manter o veículo de pé e apto a enfrentar condições adversas como chuva, neve e até colisões.
"Desenvolvemos nosso próprio algorítimo de estabilidade, que mantém [o motorista] seguro e faz a moto acessível a qualquer pessoa", opina Kim. Mas ele ressalva: o motorista deve ser habilitado a dirigir um automóvel.
O protótipo do C-1 lembra o de uma moto, mas com uma cobertura aerodinâmica. A moto é capaz de inclinar-se até 15 graus, capacidade que deve aumentar em versões futuras do projeto. O meio de transporte é movido a eletricidade, e o objetivo de seus criadores é que tenha autonomia de 320 km com apenas uma recarga de bateria.
A velocidade máxima do C-1 é de 193 km/h, e ele vai de zero a 96km/h em cerca de seis segundos. A versão do C-1 para o varejo deve ficar pronta em 2014, ao custo de US$ 24 mil – preço considerado excessivo por muitos observadores do mercado. A Lit Motors diz que eles pretendem reduzir o preço no futuro, quando puderem lucrar com a escala de vendas.
O C-1 também deve incluir airbag, cinto de segurança e portas reforçadas com aço, para aumentar a segurança do motorista.


Aplicativo 'proativo' para conversas e reuniões
O empreendedor Tim Tuttle acha que é capaz de adivinhar como serão as conversas do futuro. Ele e seus colegas do Expect Labs, uma startup californiana, passaram os dois últimos anos construindo um mecanismo de "antecipação": uma plataforma para aplicativos que preveem o que as pessoas querem ou necessitam antes mesmo que elas se ponham a buscá-lo.
MindMeld aprofunda informações mencionadas em conversas e reuniões (Foto: Da BBC)

Seu primeiro app para iPad é o MindMeld, um aplicativo de voz e videoconferência que analisa o que está sendo dito na conversa e, em tempo real, 'prevê' o tipo de informação que os participantes podem precisar. As informações são enviadas aos tablets dos participantes em questão de segundos.

Um exemplo: digamos que diversos colegas de trabalho planejam um happy hour. Dependendo do tipo de comida e bebida que eles mencionam na conversa, o MindMeld fará sugestões de bares, com resenhas, mapas, imagens e telefone dos locais – informações captadas da internet e de redes sociais.

O app também foi projetado para evitar que os participantes de reuniões esqueçam o que foi discutido ou fiquem "perdidos", ao transmitir informações relacionadas ao conteúdo da conversa. O lançamento do MindMeld está previsto para outubro, primeiramente disponível apenas para chamadas de voz (a tecnologia para videoconferências deve ficar pronta até o final do ano).

A máquina de café de US$ 10 mil
O slogan da máquina da empresa Blossom é ambicioso: apresenta-a como capaz de fazer o "melhor café que você já provou".
Máquina promete café tecnológico, controlando tempo e temperatura de produção (Foto: Da BBC)

Portátil, a Cafe1 foi construída por engenheiros mecânicos e designers industriais, com a meta de usar conceitos científicos no cafezinho do dia a dia. Ela controla o tempo de produção do café e a temperatura, prometendo cafés "drasticamente" diferentes, usando os mesmos grãos.

A máquina tem também um código de barras e conexão wi-fi, para identificar, via internet, a melhor forma de produzir um determinado pacote de grãos de café.

O público final da Cafe1 são empreendimentos comerciais. Mas preço do aparelho pode, de fato, impedir que muitos experimentem o cafezinho, admite Jeremy Kluempel, presidente da Blossom Cafe. "Mas estamos comprometidos em fazer essa tecnologia mais facilmente disponível" e mais barata no futuro, acrescentou.

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