sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Prefeitura e Bahia assinam acordo para demolir sede de praia do clube

/ Crédito: Arquivo CORREIOO projeto mantém os prédios administrativos da sede, por se encontrarem em boas condições arquitetônicas

Foi firmado nesta quinta (28) o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que legaliza o início das obras de implantação do novo Parque de Lazer e Esporte, na área atualmente ocupada pela sede de praia do Bahia, na Boca do Rio.
O acordo foi firmado na manhã de ontem, no Palácio Tomé de Souza, com a presença do prefeito João Henrique, do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, além dos representantes do Ministério Público do Estado, Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e da Foz do Brasil, empresa subsidiária da Odebrecht, que vai financiar o projeto estimado em R$ 3 milhões.
O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham), Paulo Damasceno, garantiu que as obras começarão em, no máximo, 60 dias. Esse é o prazo para que a demolição do local seja concluída. “Não é uma proposição. É um fato concreto. O projeto tem prazo de conclusão de 120 dias a partir da demolição do imóvel, que deve ser iniciada assim que as licenças sejam promovidas”, afirma Damasceno.

O projeto mantém os prédios administrativos da sede, por se encontrarem em boas condições arquitetônicas. Eles servirão como um espaço para a realização de feiras culturais. O novo Parque de Lazer e Esporte será erguido em uma área de 65 mil metros quadrados, sendo 18 mil metros quadrados equivalentes ao espaço ocupado pela sede de praia do Bahia.
O projeto será integrado ao complexo esportivo do lado oposto ao Rio das Pedras, onde hoje estão as quadras de tênis. De acordo com o projeto, serão construídas áreas de paisagismo, quiosques, ciclovias, trilhas para caminhada, equipamentos de lazer e um mirante, além do local destinado às atividades culturais e comunitárias.
Pela desapropriação da sede de praia, o Bahia receberá em forma de Transcons (Transferência do Direito de Construir), queservem como  moeda de transação com as construtoras. “Vamos ter os transcons de imediato, mas não transformaremos essa moeda em dinheiro agora, pois vamos depender das condições de mercado”, explica Marcelo Filho.
Apesar de não falar em valores, o mandatário tricolor já sabe qual será o destino do dinheiro. A intenção é usar maior parte na segunda parte das obras do novo centro de treinamento, localizado em Dias D’Ávila.
“Vamos investir na Cidade Tricolor e também no futebol, no nosso dia-a-dia. Ainda iremos sentar para fazer um planejamento de gastos desse recurso”, diz o presidente, que promete indenizar todos os funcionários que trabalham atualmente na sede e não serão mais aproveitados.Miro Palma. Correio da Bahia.

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