segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: o desafio é apenas econômico ou, mais que isso, cultural?


Por ANTONIO MASCARENHAS
Que a natureza é pródiga, não temos dúvida.  Ela tudo nos dá, todavia, convenhamos, quer contrapartida, por parte daqueles que, via-de-regra, são seus maiores algozes: os homens. Homens que, em nome de interesses muito mais individuais que coletivos, degradam-na a todo instante, utilizando-se de  justificativas estapafúrdias para a eclosão de  “projetos” que, em sua grande maioria, visam, apenas, saciar interesses pecuniários, a exemplo dos Estados Unidos que não ratificaram o Tratado de Kyoto que busca a redução gradativa de emissão de gases poluentes da atmosfera. E não o fizeram para preservar sua indústria. Ou seja, pensou, apenas, em seus botões. Com resultado, sofreu revés através das devastadoras ações desencadeadas pelo furacão Katrina.

A preservação ambiental, para muitos, não passa de retórica muito bem utilizada em discursos emoldurados por gestos “arrojados”  capazes de persuadir “incautos” e, até mesmo, aqueles que possam deixar-se envolver diante de palavras habilmente ensaiadas. Aqui e acolá, nos diversos rincões do planeta, diariamente, agressões ao maio ambiente são processadas.
Desmatamento, emissões de gases poluentes na atmosfera, extinção de matas ciliares, lixo urbano,  não adoção de políticas públicas de cunho preservacionista são, infelizmente, uma constante em muitos municípios deste e de muitos países, todavia, não é por isso que devemos cruzar os braços e agirmos como meros espectadores de uma história que nós mesmos estamos construindo.
Em países desenvolvidos, há todo um cuidado com a qualidade da água que, além de ser usada  em um leque de atividades, é utilizada, principalmente, para o consumo humano e por parte dos animais que, também, precisam ser alimentados com esmero. Mas como minorar, paulatinamente, essa avalanche de degeneração se continuamos enxergando, apenas, um palmo diante de nossos narizes? Com reverter uma situação se o saciamento às necessidades individuais perpassam interesses coletivos?
A educação. Só ela é capaz de, mesmo a passos lentos, incutir nas mentes intumescidas da prática do individualismo, a necessidade de uma tomada de decisão que produzirá efeitos positivos,  não apenas à atual mas, sem sombra de dúvidas, às próximas gerações. O grande desafio não é, necessariamente,  o da abdicação de certos costumes e práticas cotidianas mas, principalmente, a determinação individual e coletiva em busca de soluções que, de fato, deem prioridade a efetiva preservação  do meio ambiente.  Caso contrário, todos, estaremos fomentando, mesmo que de forma involuntária, todo um quadro de degradação de consequências imprevisíveis.  Agora, cá entre nós, pinçando essa temática, não entendemos porque, em determinadas artérias de Santo Antonio de Jesus, montes de  detritos (lixo e entulhos) estejam a contrastar com ruas limpas, a exemplo do que presenciamos na Rua da Linha!  Imagens ilustrativas, Google.

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