sexta-feira, 27 de novembro de 2009

QUASE UMA TRAGÉDIA: Incêndio deixa em polvorosa a comunidade do Jardim das Árvores. Que esse acidente, felizmente sem vítimas, possa servir de alerta às diversas comunidades que, por omissão, acabam convivendo com o perigo

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Por ANTONIO MASCARENHAS
Moradores da comunidade do Jardim das Árvores, próximo ao Bairro São Paulo, nesta cidade, forma surpreendidos, na tarde desta  sexta-feira, 27 de novembro, no momento em que as primeiras ondas de fumaça começaram a se dissipar a partir das instalações de uma empresa de coleta de material (papelão e plásticos), destinados à reciclagem, em razão de um incêndio que,  embora não tivesse provocado vítimas, trouxe prejuízos ao proprietário do aludido estabelecimento, aos moradores que perderam suas casas e ao meio ambiente em razão da pulverização de poluentes na  atmosférica.
O  incêndio poderia ganhar maiores proporções não fossem as  intervenções, tempestivas, do Corpo de Bombeiros, da EMBASA, Polícia Militar  e da Prefeitura Municipal através da Superintendências de Defesa Civil,  de Trânsito,  de Serviços, das Secretaria de Infra-Estrutura  e Ação Social que, de forma conjunta não mediram esforços para  adotarem  todos os procedimentos necessários.

Também mereceu destaque a participação da comunidade que, de forma solidária, contribuiu para a evacuação de pertences de moradores de casas próximas ao local do acidente. Moradores que, atônitos, extravasam  já haverem  alertado determinadas autoridades acerca do perigo que  representa para a comunidade a instalação de uma empresa de reciclagem de material altamente inflamável numa área residencial.

Embora seja esperado o resultado de perícia técnica a ser realizada no local, especulações entre pessoas que se fizeram  presentes no local, davam  conta de que faíscas elétricas decorrentes de determinado aparelho  que teria sido deixado ligado no galpão, durante o horário de almoço, teriam  atingido algum material próximo que, por ser altamente inflamável, acabou desencadeando o acidente.
Além do pessoal destacado para atuar no local, vários veículos deram suporte à operação, a exemplo dos encaminhados pelo Corpo de Bombeiros, Embasa, Polícia Militar, Superintendência de Trânsito, Ação Social e empresa como a Comercial São Luiz.   Logística que, se não foi suficiente para estancar o fogo de forma mais célere, pelo menos serviu para  instrumentar as equipes que, brilhantemente, atuaram nessa operação.


Debelado o fogo, ficam as cinzas. E as cinzas sugerem recomeço. Por outro lado,  é sempre importante que diante de fatos como esse, façamos alertas. O município cresce e, paralelo a esse crescimento, o aumento dois problemas, muitos deles históricos, é verdade, mas que, caso não haja tomada de consciência, tendem  a se avolumarem e, aí, as remediações, os paliativos, nem sempre serão eficazes. É  imperativo que as comunidades  estejam unidas não apenas nesses momentos difíceis.  É necessário que estejam sempre  discutindo os problemas porventura existentes, de maneira que possam ser levados aos poderes públicos em busca de soluções cabíveis e tempestivas.
Cabe,  portanto, a essas comunidades que, no momento em tenham  conhecimento acerca de prováveis instalações de empresas que desenvolvam atividades perigosas, em áreas residenciais, repetimos, reúnam-se para que, de forma conjunta e organizada, tomem providências  cabíveis junto aos canais competentes, de maneira que não tenham que correr atrás do prejuízo. Assim como empresas que lidam com materiais recicláveis, outras que instalam antenas de telefonia celular, revenda de botijões de gás, etc. Felizmente já podemos contar com Corpo de Bombeiros, órgão de defesa civil, todavia é sempre importante  trabalharmos em cima da prevenção. Ademais, é  fundamental que  procuremos defender nossos direitos ou estaremos fadados  a sofrer as consequências fomentadas pelo imobilismo.    Fotos: Antonio Mascarenhas

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