sábado, 31 de outubro de 2009

Comunidade do Loteamento Sales: DO TEMOR, DA ANSIEDADE, À INDIGNAÇÃO.

Por ANTONIO MASCARENHAS
Situado na confluência das rodovias BR-101 e BA-042 (sentido Santo Antonio de Jesus-Amargosa), próximo ao Centro Industrial e com uma população de cerca de 3.000 pessoas, o Bairro Loteamento Sales, desde o surgimento dessa comunidade tem que, no dia-a-dia, conviver com uma situação de stress, de um lado, alimentada pela falta de transporte coletivo e de outro, pelo temor de ocorrência de eventuais acidentes envolvendo transeuntes e veículos, em razão das dificuldades de acesso. (Foto 01-Acesso à comunidade)
Ocorre que a única artéria que dá acesso a esse Bairro situa-se, justamente, na extremidade da curva da rodovia BA-042 e que, em face da difícil visibilidade no local, eleva de forma assustadora, a possibilidade de acidentes, na medida em que os veículos que trafegam por essa pista de rolamento o fazem com velocidades bastante elevadas, tornando difícil o escape no intuito de evitar prováveis colisões e atropelamentos.   (Foto 02-Cena de acidente)


Temerosa, assustada, a Comunidade tem cobrado providências junto às autoridades cabíveis, todavia, sem sucesso. Chegou a ser realizada uma reunião na sede da Associação de Moradores, comandada pelo Pastor Daniel, contando a nossa participação, de Joel da Contabilidade quando, na oportunidade, foi formulada reivindicação ao Dr. Ricarti, Gerente Regional do DERBA (Departamento Estadual de Rodagens), que se fez presente no encontro, a convite de Joel,  tendo recebido do mesmo a promessa de encaminhamento à direção estadual, do pleito referente à construção de dois quebra-molas, a poucos metros do referido acesso, propiciando, assim, a diminuição da velocidade de veículos no trecho que dá acesso à localidade. (Foto 03 - a difícil visibilidade para quem tem que dobrar à esquerda para ter acesso à comunidade)
Acontece que até hoje, infelizmente, decorridos cerca de seis meses, “continua tudo como d'antes no quartel de Abrantes”. Não podemos conceber que só depois da ocorrência de acidentes, em que vidas sejam ceifadas, é que providências tenham que ser tomadas. Justificativas de que não se recomenda a instalação de quebra-molas em pistas estaduais ou federais “é conversa pra boi dormir”. Chega de “lenga-lenga”.

Temos, aqui “na nossa cara”, diante de nossos olhos, quebra-molas em frente ao ex-posto da Polícia Rodoviária Federal, bem como outros próximos à entrada da cidade, ali, perto do Colégio Luiz Eduardo Magalhães e, recentemente, foram instalados equipamentos dessa natureza no trecho da BA-046 (Nazaré-Bom Despacho), depois que moradores fizeram protestos com queima de pneus, interditando o tráfego de veículos. (Foto 05 e 06 - Quebra-molas na BR-101 -S.A.Jesus)
Situações como a que acontece nessa comunidade, provavelmente existam em outras cidades deste e de outros estados, fruto de falta de planejamento urbano. Na verdade, em muitas dessas metrópoles, quando foram “projetadas” não foram levadas em conta preocupações com a mobilidade, gerando, por conseguinte, problemas de segurança no trânsito, expondo os cidadãos aos perigos do dia-a-dia. E o que é pior: a coisa continua acontecendo porque, infelizmente, não há interesse em que a sociedade possa inferir nas decisões que sejam de seu interesse, ou seja, na hora de elaboração do PDDU (Plano de Diretor de Desenvolvimento Urbano), as medidas, quase sempre, são feitas entre quatro paredes, direcionando a aplicação dos recursos a bel prazer dos “gestores” que buscam, antes de tudo, atender aos interesses político-partidários. (Foto 07 - outro ângulo mostra difícil  acesso à comunidade)
Fazemos parte do Conselho Estadual das Cidades e do Grupo de Trabalho de Mobilidade de maneira que estamos sempre discutindo, na SEDUR,, em  reuniões da Câmara Técnica de Mobilidade, bem como nas plenárias, questões relacionadas à mobilidade urbana que, diga-se de passagem, está relacionada a todos os segmentos que requerem atenção da administração pública, a exemplo de habitação (que precisa contar com condições dignas de deslocamento, com conforto e praticidade e economia), educação e saúde (é de extrema relevância que os estabelecimentos de ensino e saúde sejam instalados em locais de fácil acesso por parte da população), segurança (a população não deve se expor a situações que coloquem em risco sua integridade física). A mobilidade significa, dentre outros aspectos, qualidade de vida. Mobilidade que não deve perder de vista, também, a questão dos deficientes físicos (gratuidade nos transportes públicos, condições de acessos, respeito e dignidade). Esperamos que a situação da comunidade do Loteamento Sales seja resolvida o quanto antes, de forma preventiva.  Torcemos que os gritos porventura emanados não sejan de lamentações, ao contrário, de agradecimentos pelas medidas efetivamente tomadas. Temos a respnsabilidade de contribuir na luta pelo desenvolvimento de comunidades como essa,  através das Associações e lideranças, na certeza de que estamos fazendo nossa parte, nesse processo de inclusão social e respeito aos direitos preconizados pela Carta Mágna, em consonância com o que estabelece a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou atuamos nessa luta em prol de uma sociedade mais justa e igualitária ou estaremos, todos, agindo como meros espectadores da história que, queiramos ou não, seja por atuação, seja por omissão, ajudando construir.  As eleições se aproximam e, como acontece a cada quatro anos, as mesmas promessas e nada acontece. A comunidade está, naturalmente, atenta a esses detalhes.Fonte: Fotos-Antonio Mascarenhas e Google Imagens.

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