PÁGINAS

sábado, 13 de dezembro de 2014

Diversidade cultural e de produtos comercializados na feira livre de S.A.JESUS

Por ANTONIO MASCARENHAS 
As feiras livres, em todos os rincões do país (principalmente nos estados nordestinos) e do exterior, são locais para onde “deságua” fatia  substancial da produção do homem do campo, do próprio município e de outras regiões. E o que caracteriza bastante esses espaços de negócios é, inexoravelmente, a variedade de produtos, a custos mais baixos, atraindo o publico consumidor de todas as faixas  econômicas e sociais.
Por outro lado, além desse atrativo de cunho econômico, o que é bastante salutar é a convivência diária com uma multiplicidade de personalidades de todos os segmentos da sociedade. Essa miscigenação de religiões, crenças, costumes é riquíssima, fazendo com que a verdadeira cultura (aquela que emerge da essência da natureza humana) possa emergir, sem parâmetros, sem preconceitos.
As feiras livres, portanto, são não apenas espaços de negócios mas, também, de interação social. Por outro lado, em que pese todo esse “glamour” cultural, mesmo que, para alguns, “provinciano”, as feiras livres, em milhares de municípios pecam em questões como higienização, segurança, logística (falta de estacionamentos, dificuldades no trânsito, falta de padronização de barracas, falta de segmentação de produtos, etc). E questões dessa magnitude, via de regra, acabam afastando a clientela que, por sua vez, prefere dirigir-se aos supermercados.
Diante dessa situação, cabe aos gestores, em todo o país, se debruçarem sobre essa questão, no intuito de, paulatinamente, minorar quadros retrógrados, aqui e acolá, ainda existentes.  Por outro lado, cabe, também, aos feirantes, não apenas cobrarem dos gestores municipais mas, também, contribuírem para com as administrações, principalmente, no que concerne à higienização de seus espaços. A falta de higiene é um dos fatores que mais contribuem para afugentar a clientela.
Afora os problemas ainda existentes nas feira livres, é sempre de bom alvitre elencar nuances culturais reinantes nesses espaços. Na de santo Antonio de Jesus, por exemplo, podemos encontrar artesanato de palha, de barro, de cipó; comércio de plantas medicinais; o tradicional fumo de corda; o saboroso peixe seco; os nutrientes utilizados na confecção das iguarias culinárias em que são empregados o azeite de dendê, castanha, feijão de corda, etc; produtos para os aficionados por religiões e cultos afros, a exemplo do candomblé, etc.Também encontrados na feira, além dos hortifrutigranjeiros, produtos derivados da mandioca (farinha, beiju, tapioca); confecções, carnes e vísceras, cereais, peixes, calçados e os importados.
A Feira municipal iniciou um processo de modernização através do Projeto  Nossa Feira, comandado por Vanda Nogueira, na gestão do ex-prefeito  Euvaldo Rosa. Na época foi providenciada sinalização de toda a área, com designação de espaços para taxi e  motocicletas e todo um processo de manutenção.
O Secretário de Agricultura Comércio Industria e Meio Ambiente, Edson Diniz, deu continuidade aos trabalhos, promovendo intercâmbio com a Associação Comercial e aproximação com produtores rurais. 
Na atual gestão do Prefeito Humberto Leite, a Secretaria está sendo comandada por José Carlos Toneto que, diga-se de passagem, vem fazendo uma série de intervenções de cunho logístico e estrutural, bem como estabelecendo intercâmbio dos feirantes com entidades como SEBRAE e Associação comercial, visando tirar comerciantes da informalidade, dando , também, ênfase à questão do associativismo, além de ter conseguido trazer a 1ª. Cia para o centro da Feira, melhorando substancialmente a segurança, num esforço do Capitão Luiz Braga, Dra. Gilsonilda Correia e o próprio secretário.  
O atual secretário está elaborando um projeto para revitalização da CEASINHA, situada próximo ao Clube dos 1000 no intuito de intensificar as vendas em atacado e, por extensão, melhorar a trafegabilidade no centro da feira. No nosso entendimento, o “calcanhar de aquiles” da feira livre, além da questão de estacionamento e trafegabilidade, já que o ítem segurança melhorou, é a questão de higiene. Faz-se necessária melhor intervenção por parte da vigilância sanitária, não apenas para garantir a segurança alimentar mas, também, para atrair maior clientela à feira livre. Fotos Antonio Mascarenhas (TVSAJ cidadania).

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