PÁGINAS

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O imbróglio continua: adiada, mais uma vez, a eleição da presidência da Câmara, em S.A.Jesus

Por ANTONIO MASCARENHAS 
Com casa cheia, imprensa mobilizada, enfim, todo um cenário estava pronto para a eleição, na noite dessa quinta-feira, 13, da mesa diretora da Câmara de Santo Antonio de Jesus. De um lado, a chapa encabeçada por Uberdan Cardoso (PT), tendo, na vice, o nome de Luiz do Alto. Do outro, a chapa também encabeçada por Cristiano Sena (PT). Seria uma disputa inédita nos anais dessa casa legislativa por colocar frente a frente dois nomes do mesmo partido mas que, mostrando fissuras internas, nessa legenda, no município se colocavam para representatividade de dois grupos antagônicos.

Para muitos (não para nós da imprensa que já sabíamos das manifestações) que ali se encontravam, uma surpresa: o surgimento de Luiz do Alto como candidato à presidência, na chapa até então antagônica, fruto de articulações, diríamos, “cinematográficas”.
De um lado aqueles que tencionam manter-se no poder e que tem no bojo Délcio, Marcos Có, Dema, Fátima, Tom e o adesista Uberdan Cardoso. Do outro, Chico de Dega, Chispita, Dr. Francisco, Sgt Vinicius, Gilson Bastos, com adesão de Cristiano Sena (PT) e, agora, Luiz do alto, restando, anda, Albino Martins que, por problema de saúde, não está podendo participar do processo.

Exibindo uma liminar proferida pelo juiz de direito Dr. Gilvandro  Cardoso, o grupo do prefeito Humberto Leite esperava, naquele momento, dar uma verdadeira “martelada” no grupo adversário, no momento em que, apresentando a aludida decisão do magistrado, contaria com maioria, entre os edis presentes.  E a partir desse instante foi deflagrada uma verdadeira celeuma no momento em que o presidente da egrégia casa legislativa, Marcos Có, ao não aceitar a decisão proferida, anunciou que estaria suspendendo a sessão legislativa porque tal medida do poder judiciário estava indo de encontro às normas da Câmara já que, tal procedimento deveria, prioritariamente, ter sido publicada em diário oficial do poder legislativo.
Tal postura acabou configurando descumprimento da ordem judicial.  O vereador  Délcio Mascarenhas chegou a questionar, publicamente, o que teria motivado o juiz a proferir tal decisão. E, nesse momento, os ânimos se acirraram. Os vereadores Chico de Dega e Uberdan Cardoso chegaram a tocar farpas, enquanto Chispita e Sgt Vinicius também procuravam evidenciar o teor da liminar. E a plateia (assistência), notadamente torcendo pela chapa da situação (executiva), naquele momento, capitaneada por Luiz do Alto, também se manifestava de forma calorosa.

Cristalizando toda essa confusão, o presidente da casa, com a argumentação de que, à luz do que estava acontecendo, precisaria de orientação do corpo jurídico da Câmara, suspendeu a sessão, deixando a assistência ainda mais enfurecida. Especulações dão conta de que Có teria passado mal e que precisaria arrumar uma nova chapa.
Imbróglios à parte, essa novela terá, ainda, outros capítulos. Sejam quais forem as conveniências e interesses individuais, é de bom alvitre que, definido o resultado, conhecidos os vencedores, não seja, a população, a única derrotada. Fotos Antonio Mascarenhas. 









Visualizar todas


     Obtenha o seu

Nenhum comentário:

Postar um comentário