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sábado, 9 de agosto de 2014

Pra aquem tem peito! "Marcha das Vadias reúne mulheres e homens na zona sul do Rio de Janeiro"



Policiais acompanham a Marcha das Vadias em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. "Vivemos numa sociedade machista, racista e centrada na heterossexualidade, que quer controlar os nossos corpos", declararam as organizadoras da marcha em um manifesto divulgado pela internet. "Combatemos todas as formas de opressão: machismo, racismo, lesbofobia, transfobia, bifobia, exclusão das pessoas com deficiência, violência de classe", disseram as manifestantes Domingos Peixoto/Agência O Globo. 
A Marcha das Vadias, evento que luta pelos direitos da mulher, reuniu neste sábado (9), na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM). Muitos manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem contra a violência sexual e de gênero e em defesa de direitos, como o parto humanizado e o aborto.
O casal Ana Brumana e Thiago Queiroz foi à marcha pela primeira vez, levando o filho de um ano e sete meses. "Viemos muito motivados pela temática 'meu corpo, minhas regras'. A gente lutou muito pelo parto dele, que foi em casa, foi lindo. Essa é uma luta para a gente", afirmou Ana.
Cantando e tocando tambores improvisados com latas de tinta, os manifestantes caminharam cerca de três quilômetros pela orla. Muitos homens que participaram da marcha usavam batom, saias e vestidos.
O produtor cultural Felipe Gonçalves foi ao protesto pelo segundo ano consecutivo. "O movimento feminista tem crescido muito no Brasil, mas ainda está atrás de alguns movimentos, como o movimento negro", disse. "Muitas mulheres, como minha mãe, ainda não se veem no direito de manifestar, não se sentem pertencentes a movimentos como este, que é genial."
O encontro reuniu representantes de diferentes movimentos e causas, como Laura Lee, vice-presidente do grupo Vitamore, de portadores de HTLV, uma doença sexualmente transmissível. "Viemos fazer uma divulgação desse vírus e também defender o direito das mulheres", afirmou.
Na metade do percurso, houve princípio de tumulto quando o grupo tentou ocupar uma das vias da avenida Atlântica e foi contido pela PM. Após alguns minutos de tensão entre alguns manifestantes e policiais, a marcha voltou a ocupar apenas uma das pistas da via.UOL

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