PÁGINAS

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Determinados "cabos eleitorais" estão, na verdade, "nem aí" para o sucesso de seus candidatos

A cada eleição eles saem das tocas no momento certo. São os famigerados cabos eleitorais. Hoje figuras indispensáveis em uma campanha eleitoral, os cabos eleitorais têm ou dizem ter grande influência política nos lugares onde vivem.
Nos bairros mais pobres há sempre uma ou mais associações de moradores controladas por um deles. O cabo eleitoral que mais fatura é o que não se apega a ideologias e, por isso, adere a quem lhe oferece mais vantagens ou a quem paga mais. Sempre bem articulados, os cabos eleitorais prometem favorecer ou destruir candidaturas. Os mais influentes, de fato, têm forte liderança popular em seus locais de origem. Daí porque são disputados a peso de ouro nos nichos eleitorais que controlam. No caso de disputa estadual majoritária, no geral, ou é o próprio prefeito ou o seu principal opositor que se apresenta como cabo eleitoral determinante em seu grotão. Depois destes vêm os vereadores e, por último, os suplentes, ou os que nunca chegaram nem a suplentes.
Não é incomum que cabos eleitorais avulsos 'trabalhem' para mais de um candidato. Há os que abandonam o já acertado pouco antes do dia do pleito. As traições são comuns em meio ao jogo das oferendas. A troca não envolve apenas dinheiro em espécie. Há o mecanismo da oferta de cargos públicos bem remunerados, contratos de obras futuros, empregos diversos e outras 'quinquilharias' valiosas como até mesmo casa, carro ou terrenos.
Sabão
Detalhe: cabo eleitoral que se preza não dá um prego na barra de sabão, pois se entrega de corpo e alma à única tarefa de enaltecer o candidato ou candidatos que o financiam.
Candidatura
A propósito, uma coisa é ter a candidatura bancada e outra é bancar a candidatura. Os pretensos candidatos a deputado estadual ou a federal precisam contar com uma boa logística, vasta teia de intrincadas relações e grana no bolso. Muita grana.
Pra dormir
.A velha história de que se pode ser eleito sem necessariamente gastar uma fortuna é papo pra boi dormir. Tanto faz em eleição municipal quanto na estadual.
Para o céu
Do santinho aos cartazes, folders, transporte e à gasolina nada se obtém erguendo as mãos para o céu. Na reta de chegada, então, é que a coisa se afunila e o bolso vira saco sem fundo.
Urna vazia
Que o digam os que saíram atrás de voto só com o gogó em eleições anteriores. Estes secaram as pernas, gastaram saliva, cansaram os braços de tantos abraços, as mãos calejaram e, no final, a triste decepção da urna vazia.
Em campo
Pré-candidatos a deputado estadual estão em campo atrás de parcerias com deputados federais. Os da terra, por exemplo, vão precisar de estrutura profissional se não quiserem ter um resultado pífio no pleito. Coisa da Política Brasileira. 

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