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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Polícia permanece em Amargosa por tempo indeterminado

Os efetivos das polícias Civil e Militar deslocados para Amargosa não têm data para deixar a cidade. A informação é do secretário da segurança pública, Maurício Teles Barbosa, que, na companhia do delegado-geral Hélio Jorge e do comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, acompanhou, nesta quinta-feira (17), as ações empreendidas para restabelecer a tranquilidade à comunidade. Cem policiais vão permanecer na região. 

O secretário informou também que a Delegacia Territorial (DT) de Amargosa receberá um reforço em seu efetivo de seis investigadores, bem como, a companhia da Polícia Militar que contará com outros 16 soldados. Dos 14 presos que estavam na carceragem da unidade, libertados por homens armados, dois foram recapturados algumas horas depois e três se apresentaram espontaneamente à polícia, na tarde desta quinta-feira (17).
Os mesmo homens armados teriam incendiado 18 veículos, entre eles um ônibus e um caminhão. Três carros foram danificados na região central da cidade e os demais estavam estacionados nas proximidades da delegacia. A perícia estima que 40 motocicletas, resultado de apreensões, foram queimadas no pátio da unidade policial.

O prédio que abrigava a delegacia ficou completamente destruído e há risco de desabamento. O diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Moisés Dasmaceno, informou que um novo local será definido para o funcionamento provisório da unidade. A Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder) já iniciou a reforma da delegacia, que deverá ser concluída em até seis meses.

Solidário com a dor dos familiares da vítima, Maurício Teles, garantiu que cobrará urgência na apuração dos fatos e responsabilização dos culpados pelo crime. “A criação de uma Companhia Independente da PM está em discussão na Assembleia Legislativa e, se aprovada, irá melhorar os serviços prestados na cidade”, ressaltou o secretário.

O incêndio e a invasão da unidade policial ocorreram em meio a um protesto realizado por familiares de uma criança, que acabou morrendo, após ter sido baleada durante confronto entre policiais e um traficante, no bairro Catiara, em Amargosa. Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia. Foto Thomaz Trindade, Amargosa. 

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