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domingo, 13 de julho de 2014

Dos esquemas às isquemias, na Seleção Brasileira. "Derrame" entra para os anais da história futebolística

Por ANTONIO MASCARENHAS
As isquemias cerebrais ocorrem quando determinados vasos deixam de receber o fluxo sanguíneo, em consequência de traumatismos ou em face de eventuais coágulos que dificultem a irrigação, levando, em consequência o indivíduo a um quadro irreversível , inclusive, à morte. Fazendo uma comparação com a seleção brasileira que participou de forma bisonha da copa do mundo, em casa, diríamos que tal procedimento ocorreu no momento em que o comando de ataque, sob a égide de Fred, simplesmente, não funcionou.
No momento em que um técnico faz opção de manter na equipe um centroavante de área é porque tem a certeza de que os laterais possam alçar bolas que encontrem atacantes em condições de gol, principalmente aquelas que emerjam à altura da linha de fundo, pegando a defesa, geralmente, desprevenida. E além das jogadas formuladas pelos laterais, as que brotem de lançamentos dos jogadores de meio de campo. Outra opção é a adoção de um esquema em que se abra mão de um centroavante fixo, passando a atuar tal qual o fazem o Bayern de Munique e Barcelona, num esquema que priorize, também, a posse de bola, deslocamentos rápidos, buscando envolver os adversários à espera da oportunidade de gol. E isso ficou demonstrado pela Alemanha que conta com a maioria dos jogadores do Bayern (equipe treinada por Guardiola) e Holanda que conta com a genialidade e rapidez de Roben e cia. Numa disputa de Copa do Mundo, todos os jogadores, todos os técnicos têm informações abalizadas sobre o modo de atuar de cada atleta e as disposições táticas das equipes.

Mas em que pese tais conhecimentos, é sempre prudente que se coloque em campo equipes que, inicialmente, priorizem o setor defensivo para, no decorrer da partida, ir se soltando, ou seja, "dançando conforme a música", o que não foi o caso do Brasil. Aceitar a imbecilidade de Felipão e Parreira ao colocar em campo uma equipe que ganhou uma Copa de Confederações achando que o nível de disputa na Copa seria o mesmo, é um retrocesso. Entrar com uma formação aberta contra a Alemanha e tomar um "chocolate" histórico e vergonhoso, é inaceitável. Deixar de fora outros jogadores com experiência e convocar Bernard, convenhamos, é burrice.

A culpa, entretanto, não foi só de Felipão/Parreira mas, principalmente dos dirigentes da CBF que colocaram a seleção sob o comando de um homem que afundou o Palmeiras no campeonato paulista e abandonou a equipe num momento difícil. Falava-se tanto contra a ingerência do governo na CBF. Acontece que essa ingerência, agora, é por parte da NIKE e ADIDAS que, através de interesses econômicos,ditam normas que nem sempre se coadunam com interesses do futebol brasileiro. 'Portanto, seria de bom alvitre que o governo brasileiro, de forma tempestiva, possa, de alguma forma, intervir. Inserção de imagens ilustrativas Google.  

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