PÁGINAS

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um pouquinho de sujeira não faz mal a ninguém, explica pediatra

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As mamães superprotetoras não acreditam, mas, como afirma a máxima, contato com bactérias ajuda os pequenos a criarem anticorpos e se desenvolverem. É o que garante o pediatra Roberto Muller, que apoia o contato frequente com o que chama de Vitamina S – de sujeira.“Deixe a criança solta para que ela entre em contato com o que quiser. Não existe motivo para pânico, depois é só dar um banho”, acalma o médico, que acredita nos benefícios dessa liberdade. “Indico, por exemplo, que as mães permitam que os pequenos se lambuzem durante a refeição. Não tem problema comer com a mão, muito pelo contrário. Esse contato lúdico com a comida dá um prazer diferente e faz com que eles se interessem muito mais pelo alimento”.Não é loucura não! Dê menos broncas e permita mais. “A grande prova a sujeira faz bem é que no hemisfério Sul as pessoas apresentam muito menos doenças autoimunes do que no hemisfério Norte. Isso acontece porque aqui temos muito mais contato com sujeiras e bactérias, enquanto lá eles são obcecados por limpeza”.

Andar descalça na rua, colocar a mão no chão, comer comida que caiu ou colocar algo sujo na boca é permitido, segundo o doutor. “Qualquer problema que possa aparecer, como um bicho de pé, é de fácil resolução e não trás grandes problemas. Estar em contato com tudo faz a criança se tornar mais esperta e desenvolvida. Quem não tem esse contato com o mundo não aprende a se virar e acaba se tornando um adulto com medo”, analisa o especialista.
Ele alerta para apenas uma situação que deve ser evitada. “A única preocupação maior com o local onde a criança brinca deve ser garantir que exista saneamento básico no ambiente. Nunca deixe o filho brincar próximo de esgotos, isso sim pode gerar graves consequências e doenças perigosíssimas”, alerta.
Como se criam os anticorpos?
O organismo sabe o que é seu ou não. Quando entrar algum corpo estranho, ele vai mandar embora. “É o que chamamos de efeito booster, mesmo princípio das vacinas, no qual você apresenta ao corpo um vírus que o sistema imunológico reconhece e manda um anticorpo para diminuir a ação dele. Ele diminui, mas não zera. Isso faz com que exista uma memória imunológica. Assim que essa bactéria entrar novamente, será produzido muito mais rápido o anticorpo que vai combatê-la e não atingirá a pessoa”, finaliza Muller

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