sábado, 10 de maio de 2014

Rachel Sheherazade se defende de acusações: "atribuir violência a mim é leviano"

Em fevereiro, Rachel causou polêmica ao dizer que compreendia as pessoas que amarraram um assaltante a um poste no Rio de Janeiro
Depois de sofrer acusações de que seus comentários podem ter ajudado a estimular o linchamento de uma dona de casa em Guarujá, a jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, afirmou que condena justiçamentos e diz que "é leviano" atribuir a ela a culpa pela violência no país.
Em fevereiro, Rachel causou polêmica ao dizer que compreendia as pessoas que amarraram um assaltante a um poste no Rio de Janeiro. Foi acusada de defender justiceiros e o caso é investigado pelo Ministério Público Federal, que apura se houve incitação ao crime.
Com o linchamento da dona de casa no litoral paulista, Rachel passou a ser questionada por internautas em redes sociais. Ela também foi alvo de um comentário do jornalista Ricardo Boechat, que não a citou, mas deu uma alfinetada na colega de profissão. "Esse crime, minha gente, tem tanta responsabilidade o autor do boato espalhado pela internet [...] quanto pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da 'justiça com as próprias mãos'", comentou Boechat.
Neste sábado (10), ela comentou o caso pela primeira vez, para a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. "O justiçamento é uma prática abominável de aplicação de penas de tortura e/ou morte, ao arrepio das leis e do Direito. Esse ato medonho sempre acompanhou a história da humanidade. Há relatos de justiçamento desde os primórdios das civilizações. Essa prática não é exclusividade do nosso tempo nem do nosso país", diz a jornalista.
Rachel diz que linchamentos e atos similares não passaram a acontecer mais depois de seu comentário. "Após a repercussão do caso do menor infrator preso ao poste, a imprensa passou a noticiais mais casos semelhantes", acredita. 
"A tentativa de atribuir ao meu comentário a responsabilidade pela violência crônica e endêmica que vive nosso país é no mínimo leviana. Como jornalista cabe a mim noticiar os fatos. Como comentarista, analisá-los sob meu ponto de vista. E o meu direito a opinião é garantido pela Constituição Federal", diz ainda. "Não me cabe a responsabilidade pela falta de segurança no país, pelo sucateamento da polícia, pela morosidade da Justiça, enfim, pela sensação de impunidade e impotência que espalha o medo e o desespero entre a população".Correio

Nenhum comentário:

Postar um comentário