quinta-feira, 8 de maio de 2014

Moradores rechaçaram demolição de "puxadinhos" do Residencial Zilda Arns, no Cajueiro,em S.A.JESUS

Por ANTONIO MASCARENHAS
Rechaçada, na manhã dessa quinta-feira, por parte dos moradores, a demolição de ampliações em algumas das casas do Conjunto Residencial Zilda Arns, integrante do Projeto Minha casa Minha Vida, em Santo Antonio de Jesus. 
O promotor publico Julimar Barreto, acompanhado de prepostos do 14º. BPM e da Secretaria de Infraestrutura do município compareceram ao local com o objetivo de materializar a derrubada dos denominados “puxadinhos”, à luz de denúncias de que tais reformas estariam  se processando sem que houvesse autorização do poder público e que estaria ferindo às determinações preconizadas pela Caixa Econômica Federal que, segundo informações, proíbem as modificações. Diante das manifestações dos moradores, tanto o representante do Ministério Público como do 14º. BPM e Prefeitura preferiram recuar (dar um tempo), estabelecendo um prazo de 15 dias para que a Caixa Econômica possa viabilizar uma saída plausível. Dr. Julimar frisou que a Caixa chegou a avisar a todos de que não poderiam realizar modificações nas unidades residenciais. 
Em que pese a revolta dos moradores que se dizem prejudicados, há também os que não aprovam modificações nos imóveis. Discordâncias à parte, todos são enfáticos ao dizer que as casas carecem de infraestrutura mínima necessária ao conforto e segurança. Em meio à confusão, uma das moradoras, chegou a passar mal, sendo levada às pressas para o Hospital Regional, onde foi medicada. A participação da Promotoria só se processa por iniciativa própria ou quando motivada pelo poder público ou pela sociedade civil. 
PADRONIZAÇÃO

Pelo que chegamos a constatar no teor de um documento  assinado com a Caixa (junto a um dos moradores), não há cláusulas que estabeleçam proibições no que concerne a modificações nos imóveis, o que robustece a “tese da não demolição” dos aludidos “puxadinhos”. Por outro lado, obtivemos informações de que há, no contrato original, cláusula que proíbe qualquer alteração estrutural, sem que haja autorização prévia da instituição.  Especulações à parte, seria de bom alvitre que a Caixa, em sintoniza com o município e moradores, procurasse uma decisão  consensual para que tais modificações sejam padronizadas, evitando, assim, a caracterização de um verdadeiro “cortiço” nessas áreas residenciais, todavia, oferecendo condições, deveras, mais confortáveis aos moradores. Fotos Antonio Mascarenhas (www.tvsaj.com)
DIVULGAREMOS ENTREVISTA







Nenhum comentário:

Postar um comentário