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domingo, 11 de maio de 2014

MEIO AMBIENTE: Nível do Sistema Cantareira volta a cair e chega à marca dos 8,9 %

O volume acumulado no Sistema Cantareira caiu para 8,9 % neste domingo (11), segundo relatório divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Nos últimos sete dias, o reservatório perdeu 1,2 pontos percentuais de sua capacidade.
Nesta quinta (8), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a água do volume morto do Sistema Cantareira deve começar a ser utilizada pela Sabesp no dia 15 de maio. "A utilização da reserva técnica provavelmente começará no dia 15 de maio", afirmou.
O volume morto é um reservatório que abriga 400 milhões de metros cúbicos de água. O reservatório nunca foi utilizado, mas o governo estadual realizou obras para conseguir bombear a água após o nível do Sistema Cantareira atingir os índices mais baixos da história e ficar abaixo dos 10%.
A Sabesp faz um serviço emergencial desde o dia 17 de março para retirar água do fundo dos reservatórios do Cantareira. Segundo a companhia, o "volume morto" poderá abastecer a Grande São Paulo por quatro meses e deve começar a ser usado entre julho e agosto. A obra está orçada em R$ 80 milhões e vai tornar útil uma reserva de 300 bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das comportas.
Conta mais cara
No dia 22 de abril, Alckmin anunciou que os moradores da Grande São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira terão um acréscimo na conta de água caso aumentem o consumo. Segundo o governador, o usuário que gastar acima da média em maio pagará 30% a mais em junho. Já os consumidores de 31 cidades atendidas pela Sabesp que conseguirem economizar 20% receberão um desconto de 30%.
Quando questionado sobre a previsão para uso do volume morto do Cantareira, Alckmin afirmou que haverá uma reunião com secretários de várias pastas para avaliar a eficácia do bônus concedido aos consumidores da Sabesp que economizarem água.
"Vai ter uma reunião de avaliação para ver o resultado. Acho que todas [as cidades] vão ajudar [a poupar água]", afirmou o governador.
Alckmin voltou a explicar que a economia de água em cidades abastecidas por outros sistemas podem contribuir para atender bairros originalmente cobertos pelo Cantareira. De acordo com o governador, os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga aliviaram a situação do Cantareira. A partir de setembro, o Riacho Grande também deverá atuar nesse sentido. 
"Temos uma reserva técnica [volume morto] de 400 milhões de metros cúbicos. Pretendemos retirar, se necessário, 190 milhões de metros cúbicos. As obras estão praticamente concluídas", disse Alckmin.

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