quarta-feira, 14 de maio de 2014

Manifestações trazem, no bojo, rivalidades político-partidárias mas, como pano de fundo, buscam soerguimento do Hospital Luiz Argolo, S.A.JESUS

Por ANTONIO MASCARENHAS
A população santantoniense teve a oportunidade de, na tarde dessa quarta-feira, 14, assistir as manifestações que, circulando pelas principais ruas do centro da cidade, tiveram por escopo pedir providências no que concerne ao soerguimento do Hospital Luiz Argolo, notadamente no que diz respeito ao pleno atendimento na área de obstetrícia e outros procedimentos custeados pelo SUS. 
Empunhando faixas e cartazes, os manifestantes procuraram chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade emergencial de adoção de providências para que  que a situação possa ser minorada, o quanto antes, evitando, assim,  que vidas continuem a ser ceifadas e a população possa ser atendida de conformidade com o que preconiza a constituição federal, na tão propalada saúde igualitária mas que, na prática, é uma verdadeira quimera.  
Amplamente divulgada pela rede social, representantes de segmentos da sociedade, sob o comando de Isael Pires, empresário (Magic Digital), após concentração na praça Renato Machado preparavam-se para empreender a passeata quando, de "chofre" adentrou a esse logradouro a passeata integrada por membros da administração Humberto Leite, tendo a frente a primeira dama Neia Silva,
secretários Nau (Fazenda), Kátia Araújo (Social) e Marijane (Saúde), bem como funcionários e também representantes de segmentos da sociedade, deflagrando, assim, a movimentação que, após empreender o circuito previsto (incluindo a praça Padre Mateus), retornou à praça Renato Machado. As duas passeatas cotaram com apoio de carros de som, policiamento, não havendo nenhum conflito entre os participantes. 
Em que pese "eventuais" pitadas político-partidárias, as movimentações foram válidas, mesmo porque faz-se necessárias a adoção de providências, em caráter emergencial, para que os médicos que atendem a aludida instituição e que estão há 10 meses sem receber salários, acabem não consumando demissão coletiva, o que, convenhamos, seria uma temeridade para a população do município.
Nas faixas exibidas por parte da manifestação organizada pelos integrantes da administração municipal, sérias acusações, principalmente as direcionadas à direção da Santa Casa, notadamente no que concerne à aplicação de recursos. Cabe ao Ministério Público, doa em quem doer, apurar fatos, mesmo porque, em meio a todo esse "tiroteio" está a saúde da população e, em especial, da camada menos aquinhoada economicamente. 
Os médicos e profissionais da área de saúde também merecem respeito. A oposição acusa a administração municipal de não estar fazendo repasses de recursos emanados do SUS. Por sua vez, o governo municipal garante que tais repasses estão sendo feitos a contento. No meio disso tudo, recursos públicos. Há muitas especulações acerca das áreas vendidas (?) ou alugadas(?) a instituições que se instalaram em áreas contíguas do Hospital Luiz Argolo. É, portanto, um dever do Ministério Público convocar os responsáveis para externar explicações plausíveis. Diferenças ideológicas e partidárias (se é que existiram) à parte, as duas manifestações foram importantes por abrirem espaços às discussões e, mais que isso, "promoverem reflexões". E as reflexões também provocam estragos... nas urnas. Fotos Antonio Mascarenhas
PUBLICAREMOS VÍDEOS DAS MANIFESTAÇÕES E ENTREVISTAS. 
Fotos representantes do poder público municipal e representantes de segmentos
Fotos representantes  segmentos da sociedade

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