PÁGINAS

terça-feira, 29 de abril de 2014

Papo romântico com doleiro pode gerar renúncia de Argôlo; ‘Ele é sujeito homem’, diz chefe do SDD

Papo romântico com doleiro pode gerar renúncia de Argôlo; ‘Ele é sujeito homem’, diz chefe do SDD
Depois de ter sua suposta declaração de amor ao doleiro preso na Operação Lava Jato, Alberto Youssef, interceptada pela Polícia Federal e divulgada neste sábado (26) pela revista Época, o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) pode ser pressionado a abrir mão do mandato para não prejudicar a imagem do recém-nascido Solidariedade às vésperas de sua primeira eleição. Na troca de mensagens eletrônicas – realizada às 8h33 do dia 28 de fevereiro deste ano, de acordo com a publicação – o parlamentar diz ter “um carinho muito especial” pelo suspeito de chefiar um esquema que movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro. “Queria ter falado isso ontem. Acabei não falando. Te amo”, diz o legislador ao interlocutor, que responde, recíproco: “Eu amo você também. Muitoooooooooo'.


"Muito triste e decepcionado" com a situação – conforme o presidente do Solidariedade na Bahia, o também legislador federal Marcos Medrado – Argolo está confinado, há duas semanas, em seu sítio na cidade de Entre Rios, nordeste do estado. Questionado sobre a possível aplicação de sanção e a eventual renúncia do congressista, o dirigente da sigla afirmou que “não pode manifestar nenhum posicionamento antes da conclusão das investigações”. Em entrevista ao site, Medrado definiu a veiculação do afetuoso diálogo entre o parlamentar e o doleiro como “uma perversidade da Polícia Federal e da revista Época” e limitou-se a defender a masculinidade do correligionário. “Argôlo é casado, tem filhos, vem de uma família decente. É sujeito homem. Não tenho nenhuma dúvida sobre sua sexualidade”, atestou. Na última quarta-feira (23), o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, protocolou na Mesa Diretora da Casa um requerimento para que sejam apuradas as denúncias que relacionam o deputado do SDD a Youssef. Se for enviado à corregedoria, o caso deve gerar um inquérito prévio, com posterior apresentação de parecer que pode sugerir advertência, suspensão ou cassação do parlamentar. Caso perca compulsoriamente o mandato ou opte por abandonar o Legislativo, o congressista deixará a vaga para seu suplente, o ex-pugilista Acelino Popó Freitas (PRB).

Nenhum comentário:

Postar um comentário