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domingo, 30 de março de 2014

Empresas oferecem serviços para 'malhar' o cérebro

Academias para definir os músculos e cuidar da saúde do corpo são encontradas facilmente a cada esquina. O que parece incomum é exercitar o cérebro. Longe dos aparelhos de musculação e de bicicletas ergométricas, existem empresas que oferecem o serviço de ginástica cerebral, com exercícios que têm como objetivo a estimulação da capacidade cognitiva.
Criada em 2006 pelo engenheiro Antonio Carlos Guarini Perpétuo, formado no ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), a Supera utiliza apostilas, ábacos, jogos didático-pedagógicos, dinâmicas e vídeos motivacionais para exercitar o cérebro. Além disso, há a neuróbica – atividade que estimula sinapses e cria novas redes de conexões.
Com um investimento inicial de R$ 300 mil, a primeira unidade foi aberta em São José dos Campos (SP). No entanto, devido a grande quantidade de alunos, surgiu a ideia de franquear a marca. Em julho de 2007, cadastraram-se na Associação Brasileira de Franchising (ABF) e hoje são 130 contratos de franquias vendidos em todo o País; 76 já em operação, uma delas em Lisboa. Veja LEIA MAIS

Da igreja para a franquia
Quando o filho de Antonio Carlos Guarini Perpétuo tinha nove anos, tinha dificuldades de concentração. Para tentar cuidar do problema do menino – muito comum entre crianças –, o engenheiro buscou alternativas e métodos de estimulação cerebral. Durante essa pesquisa, viu eficiência no ábaco, um objeto muito utilizado para fazer cálculos.
Após perceber que a falta de concentração não era um fator que atrapalhava somente a vida de seu filho, o empresário reuniu um grupo de alunos, contratou uma professora de soroban (ábaco japonês) e começou a dar aulas em uma igreja. Depois do sucesso da escola, Perpétuo deixou de lado a rede de lojas de couro que possuía para investir em um negócio de estimulação cerebral.
Depois de muitos testes realizados por pedagogos e professores, o método foi aperfeiçoado para se tornar mais eficiente. Para isso, o capital de giro teve de ser alto.
Segundo Victor Rocha, diretor de Expansão da Supera, ter uma unidade fora do País é muito gratificante, mas que a prioridade é o Brasil. “Estamos interessados em países da América do Sul, Europa e Oceania. Se aparecer alguma coisa boa, nós temos interesse, mas nosso foco principal é aqui”, conta.
A meta, segundo o diretor de Expansão, é chegar ao final do ano com 200 franquias vendidas. Para abrir uma unidade padrão, o investidor tem de desembolsar cerca de R$ 150 mil – taxa de franquia já inclusa. A previsão de retorno do capital inicial é de 18 a 24 meses, com um faturamento mensal de R$ 25 mil. O franqueador cobra 3% de fundo de propaganda e 12% de royalties sobre o lucro.
Já para os interessados em aderir ao negócio em uma cidade com até 100 mil habitantes, há a opção de microfranquias. O investimento inicial para esse tipo de unidade é de R$ 56 mil – também já inclusa a taxa de franquia. A previsão de retorno é de 18 a 24 meses e não há pagamento de royalties. IG

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