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domingo, 9 de fevereiro de 2014

S.A.JESUS: Diante de "conflito" entre moradores, por água, nas comunidades de Riachão e Riachão do Taitinga, Vereadora Fátima do Bemfica propõe criação de Comitê de Bacias

Por ANTONIO MASCARENHAS

Realizada na tarde desse domingo, 09, na comunidade do Riachão do Taitinga, em Santo Antonio de Jesus, reunião de moradores, num evento proposto  pela Vereadora Fátima do Bemfica e que teve por escopo esclarecer à população local como se encontra a situação inerente à distribuição de água na localidade, a partir do poço artesiano perfurado pela CERB.

Presentes, na oportunidade, além de Fátima, Manoel Alves dos Santos (presidente da Associação do Riachão do Taitinga), Silvano Lopes e Elias Correia, respectivamente, presidente e vice da  Associação do Riachão, Marcelino Barbosa (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais), Pedro Lopes Ribeiro “Pedro de Teca”, (representando a administração municipal), Zé Bola (assessor da vereadora Fátima), Abelardo e Louro (lideranças comunitárias, além de outras personalidades da comunidade e região.
Iniciando os trabalhos, a vereadora fez ver a todos a razão da realização dessa reunião, discorrendo sobre toda a trajetória que culminou com a elaboração do projeto de construção dos poços artesianos para atendimento às comunidades  em apreço, sendo que só um deles (na comunidade de Riachão do Taitinga)  mostrou-se apto a atender as comunidades, já que conta com uma vazão de 26.000 litros de água.        

Segundo Fátima, sua iniciativa teve por objetivo, na verdade, buscar uma solução consensual  entre os moradores das comunidades, através das decisões emanadas de um "comitê gestor de bacias", criado para dirimir esses conflitos e gerir a distribuição da água às comunidades do Riachão do Taitinga, Riachão e Vila Bomfim. abalizado nos preceitos técnicos e em  consonância com o desejo dos moradores. Logo após seu pronunciamento e a exposição de um mapa da localização dos poços e às comunidades que, com a alteração do projeto, serão contempladas, abriu espaço para a participação das personalidades presentes. Pedro de Teca argumentou sobre mudanças do projeto inicial e que, segundo ele, foram propostas pela CERB após constatação da não utilização do poço da comunidade do Riachão, seja por vazão deficiente (apenas 3.000 litros), seja em face da presença de material não potável na água e  por razões técnicas apontadas pela CERB, relacionada a necessária, segundo ele, altitude para canalização do “precioso líquido”.

Refutando tais colocações, moradores da comunidades, dentre eles, o presidente da Associação, Manoel e as moradoras Silvana e Maurina, mostraram-se insatisfeitos com os procedimentos adotados para colocação de duas caixas de água na comunidade vizinha do Riachão para armazenamento da água, de onde o líquido seria (ou será)  canalizado a essa comunidade, bem como ao Riachão de Taitinga e Vila Bomfim. Segundo eles, esse novo projeto não estaria de acordo com o projeto inicial que contemplava, primeiro, a comunidade do Riachão de Taitinga, onde está sediado o poço ativo. Foram taxativos ao dizer que não foram comunicados, em nenhum momento, acerca da mudança do projeto.

Já o presidente da Associação do Riachão, Silvano Lopes, externou sua alegria diante do atendimento à sua  comunidade,  mas que em nenhum momento foi contra o atendimento às demais. Diante da proposição contida no novo projeto, está previsto para serem atendidas cerca de 50 famílias na Vila Bomfim, 150 no Riachão e 70 no Riachão do Taitinga.

Diante do impasse, a vereadora Fátima do Benfica consultou as pessoas presentes no intuito de ver quais as que estariam dispostas a integrar uma comissão que, ao lado de Pedro de Teca e representantes do Riachão, possam dialogar com o Ministério Público, CERB e administração municipal. A comissão  conta com os seguintes componentes: Rafael Antonio Peixoto de Souza, Joselita Mercês de Oliveira Teixeira, Cosme Correia dos Santos e Manoel Alves dos Santos. 

Pelo que ficou patenteado, a comunidade de Riachão do Taitinga, em que pese ter se mostrado contrariada pela não comunicação acerca da mudança,  não se opõe no sentido de  compartilhar a água extraída do lençol freático de sua jurisdição com as demais comunidades mas, sim, não contar com sua própria caixa d`água, ficando, assim, na dependência do que possa “sobrar”  do abastecimento às demais, já que, em razão de desnível, seria a última a ser  a ser abastecida.

Discussões à parte, em muitos municípios deste país, comunidades rurais sofrem com o problema de falta de água. Carregar água sobre o lombo de animais ou na cabeça, todos os dias, não é tarefa das mais fáceis. No caso particular das comunidades em epígrafe, espera-se que soluções tempestivas sejam tomadas e que não haja vencidos nem vencedores. Fotos Antonio Mascarenhas

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