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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Especialistas desaconselham suplementos de vitamina E

Segundo órgão americano para prevenção de doenças, não há comprovação sobre benefícios — e nem malefícios — das cápsulas. Estudos recentes, porém, apontam a vitamina como possível vilã à saúde
Pessoas saudáveis não devem tomar suplementos de vitamina E ou de betacaroteno para prevenir doenças cardíacas ou câncer. Além das cápsulas não terem benefícios comprovados, evidências sugerem que elas podem prejudicar a saúde. A recomendação da Força-tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos (USPSTF, na sigla em inglês), publicada nesta segunda-feira, é resultado de uma revisão das pesquisas científicas recentes sobre o uso de vitaminas.
O órgão reconhece que há fortes evidências de que os suplementos de betacaroteno aumentam o risco de câncer no pulmão em pessoas com predisposição à doença.
No caso da vitamina E, os dados disponíveis não confirmam se os suplementos podem proteger contra câncer e doenças cardíacas. Esses estudos, porém, não afirmam que a vitamina E prejudique a saúde — o que já foi apontado por diversos estudos recentes.
Uma pesquisa japonesa publicada em 2012 na revista científica Nature, por exemplo, concluiu que suplementos de vitamina E podem enfraquecer os ossos. Segundo o estudo, feito em ratos, altas doses do nutriente incentivam a produção de osteoclastos, células que deterioram os tecidos ósseos, levando à perda de massa óssea. Em outra pesquisa, feita em 2005 na Escola de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, cientistas encontraram um aumento nos índices de mortalidade relacionada à ingestão de vitamina E. 
Alimentação — No texto da USPSTF, divulgado na revista Annals of Internal Medicine, os especialistas americanos assumem que as vitaminas são essenciais para a saúde em geral das pessoas. Mas, como os benefícios dos suplementos ainda são incertos, o ideal é que os indivíduos obtenham a maior parte dos nutrientes por meio de uma alimentação saudável, que deve ser composta por muitas frutas, vegetais, grãos integrais e produtos com baixo teor de gordura. Isso não vale para pessoas com necessidades especiais de determinadas vitaminas – nesses casos, os suplementos se fazem necessários.
A última recomendação da USPSTF sobre a ingestão de suplementos vitamínicos havia sido publicada em 2003.

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