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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dólar cai pelo terceiro dia e chega a R$ 2,35

De acordo com especialistas, mesmo com as recentes quedas, o dólar tende a voltar a subir no curto prazoA moeda norte-americana desacelerou frente ao real, ajudada pelo otimismo do mercado com o anúncio da nova meta fiscal e seguindo o movimento de queda nos mercados internacionais. O dólar fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, voltando ao patamar de 2,35 reais nesta sexta-feira. Além de a moeda ter acompanhado a depreciação da divisa norte-americana no exterior, o mercado financeiro mostrou ter recebido bem a nova meta fiscal - de 1,9% do PIB -, anunciada nessa quinta-feira.
O dólar recuou 0,81%, a 2,3534 reais na venda, após bater 2,3511 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,39% ante o real, a maior perda semanal desde o fim do ano passado.
"Muita gente estava comprada em dólar (apostando na alta da moeda), com os fundamentos ruins e o cenário preocupante lá fora. Com o anúncio fiscal e a tranquilidade das últimas semanas, o pessoal desfez essas posições", disse o operador de um importante banco nacional.
É o sexto pregão consecutivo em que o dólar fecha abaixo de 2,40 reais, em meio ao arrefecimento das preocupações com mercados emergentes que vinham pressionando ativos de países em desenvolvimento nas praças financeiras globais.A mais recente fonte de alívio no mercado doméstico foi o anúncio da nova meta de superávit primário para este ano, que foi bem recebida pelo mercado e levou a divisa norte-americana a fechar a véspera no nível mais baixo em um mês. "Era esperado que houvesse uma correção, porque o dólar caiu bastante nas últimas sessões, mas o mercado ainda está sob o efeito do plano fiscal, que ajuda um pouco o real", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
De acordo com especialistas, mesmo com as recentes quedas, o dólar tende a voltar a subir no curto prazo, com investidores retomando a atitude de cautela agora que as notícias positivas já foram precificadas. Parte do mercado vê que a divisa deve oscilar entre 2,35 e 2,45 reais, níveis que não são inflacionários e, ao mesmo tempo, não prejudicam as exportações.
A queda do dólar no Brasil também foi influenciado pela depreciação da divisa norte-americana nos mercados globais. O movimento ganhou força após as vendas de moradias usadas nos EUA caíram mais que o esperado em janeiro, alimentando preocupações sobre a recuperação da maior economia do mundo.
Ajudou ainda a constante atuação do Banco Central brasileiro no câmbio. 
(com agência Reuters)

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