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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

6,7 milhões de crianças estão obesas


A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que somente no Brasil a obesidade avançou cerca de 240% nas últimas duas décadas. Já a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indica que no país 6,7 milhões de crianças apresentam esse problema. Por outro lado a Sociedade Brasileira de Pediatria identifica que o índice de crianças obesas passou de 3% para 15% nos últimos 30 anos. Devido a esses dados alarmantes, a volta as aulas traz a preocupação com os hábitos alimentares de crianças durante o período escolar.
 
Segundo a Doutora na área de Obesidade, nutricionista Flavia Fellippe - diretora da Clínica Leve Flávia Felippe -, são inúmeras as causas que provocam a obesidade infantil, porém as duas que mais se destacam são: a grande oferta de alimentos hipercalóricos e o sedentarismo. “Com o avanço das tecnologias, a criança passa muito tempo frente ao computador, televisão e videogame, todas atividades que não envolvem exercício físico, portanto sem queima calórica. Logo, essa inatividade é um elemento que contribui, e muito, para o ganho de peso”, salienta.
 
De acordo com a Doutora, a obesidade infantil já é uma questão de saúde pública, já se tornou uma doença na qual o acúmulo de gordura no corpo, se concentra a ponto de prejudicar a saúde. As chances de uma criança obesa se tornar um adulto obeso e, consequentemente, desenvolver problemas de saúde, é de 80%.
 
Como forma de alertar os pais, a diretora da Clínica Leve Flávia Felippe orienta  que os mesmos indiquem as crianças a fazerem escolhas mais saudáveis nas cantinas das escolas, evitando frituras, refrigerantes e buscando como opção lanches naturais. “Além disso, as recomendações básicas são as que muitos já sabem: fracionar os alimentos, ou seja, não passar mais do que três horas sem ingerir comida; não pular o café da manhã, que é um hábito que vem se perdendo, porém essencial para o desenvolvimento da criança, já que traz energia para sua atividade diária; mastigar bem os alimentos, pois isso faz com que a digestão seja mais lenta e a absorção dos nutrientes mais eficaz; e tentar realizar algum tipo de atividade física que agrade. Criar hábitos de alimentação e de atividades diárias são essenciais para evitar essa doença. E o melhor: tudo pode ser criado e combinado de forma lúdica”, finaliza. 

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