PÁGINAS

sábado, 18 de janeiro de 2014

PSB estimula e prepara candidaturas femininas

Seminário aponta alternativas para superar o machismo na política

Consolidar candidaturas femininas enquanto fator indispensável para amenizar o desequilíbrio entre o contingente populacional feminino e a representatividade das mulheres nos parlamentos, cargos executivos e demais espaços de poder. Com este objetivo foi realizado, em Salvador, nesta sexta-feira (17), o seminário "O PSB, as Mulheres e o Poder", que teve como principais expositoras a presidente estadual da legenda, senadora Lídice da Mata, e a secretária de Políticas para as Mulheres de Pernambuco, Cristina Buarque.
"Do ponto de vista do que pensamos como socialistas, entendemos que a participação política faz parte do processo de emancipação e do combate à invisibilidade das mulheres. Somos 52% da população e temos um parlamento que não conta nem 10% de representação feminina, isso é sintoma de uma deformação da democracia brasileira", destacou Lídice da Mata.
"Precisamos de uma reforma para democratizar e fazer com que o poder no Brasil tenha mais a cara das mulheres e dos negros desse País, em contraponto ao parlamento atual, que é predominantemente branco e masculino", pontou Lídice, que postula a cabeça-de-chapa feminina do PSB baiano à sucessão estadual, tendo ao lado a ex-ministra do STF, Eliana Calmon, para o Senado. Eliana justificou sua ausência do Seminário em função de um encontro em Brasília com a coordenadora nacional da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.
"Temos duas questões a resolver no Brasil: a da mulher e a questão racial. As políticas públicas de combate à pobreza não dão conta das identidades feminina e negra, que só fazem acumular mais desvantagens. É preciso criar uma política de desenvolvimento social que venha a mudar o aparato do Estado", argumentou Cristina Buarque, para quem o País só conseguirá fazer o urgente e indispensável enfrentamento à violência contra a mulher se dispuser de recursos financeiros e políticos.
Cristina Buarque exaltou a sensibilidade do governador Eduardo Campos na política de redução dos feminicídios em Pernambuco. Em 2006 foram assassinadas 320 mulheres em Pernambuco, em 2012 foram 210. Foram de 22% a 32% por cento de vidas salvas a partir dessa política que inclui tornozeleira eletrônica para agressores, patrulha Maria da Penha nos bairros e mutirão judiciário", explicou. "Tem muita coisa a ser feita para isso é preciso recurso, independência e disposição do gestor".
Cristina também ressaltou que "a violência contra a mulher é uma política que não pode viver de projeto, precisa ser sistemática e universalizada. Os estados acham ótimo receber unidades do programa federal Casa da Mulher Brasileira, até porque não dispõe de absolutamente nenhum recurso para construir espaços de acolhimento, mas não adianta o governo federal dar a estrutura se o custeio que tiver de ser bancado por estados e municípios", criticou.
Vera Lúcia Barbosa, secretaria da SPM-BA, foi representada pela superintendente Alice Bittencourt. Compuseram a mesa a presidente da Força Sindical, Nair Goulart, a secretaria estadual de Mulheres do PSB, Luciana Cruz; e Lena Souza, liderança do movimento de mulheres. Também participaram do encontro a vereadora Fabíola Mansur, a presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos, Creuza Oliveira, a coordenadora estadual da Rede Sustentabilidade, Rose Bassuma, e a vice-prefeita de Eunápolis, Maria Menezes.Ascom PSB-Bahia, Carine Andrade, Assessora de Comunicação


Nenhum comentário:

Postar um comentário