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domingo, 12 de janeiro de 2014

Opinião: Asfalto na cidade. Quem é o pai da criança?

Há uma discussão sobre paternidade de obras. Isso é muito comum com a aproximação das eleições, e em Santo Antônio de Jesus não seria diferente. Houve uma época em que havia brigas constantes entre Urcisino e Renato Machado e, segundo dizem, a briga era ruim para o município porque Urcisino pedia ao governador, os dois eram do mesmo grupo, para que não trouxesse uma determinada obra se fosse solicitada por Renato Machado. Algo parecido acontecia quando Urcisino estava no poder e Renato Machado usava seus deputados ou outros políticos a quem tinha influência para impedir que os recursos chegassem. Hoje os tempos são outros, mas as brigas continuam, embora não cheguem ao ponto de prejudicar Santo Antônio de Jesus.
O fato é que há um recurso que, todos sabem, não sai necessariamente dos cofres da prefeitura e que está asfaltando ruas da cidade. Embora não se trate de recursos próprios, não se deve tirar os méritos do prefeito Humberto Leite. Assim como não se deve tirar os méritos do vereador Có, ou do já falecido vereador Regi.
É como se alguém quisesse tirar o mérito de Euvaldo Rosa do Hospital Regional. Foi uma atitude bonita a dele, na inauguração que ocorreu durante seu mandato, de parabenizar também os gestores anteriores, Álvaro Bessa e o Humberto Leite, pelo hospital. Por sua vez, o empenho de Euvaldo foi observado, inclusive, pelo governador. Lembro de Wagner uma vez dizendo: “talvez pelo prefeito daqui ser médico, ele brigue tanto por esse hospital”.
Mesmo não tendo começado na gestão de Euvaldo, ninguém pode negar sua contribuição para a instalação da Universidade Federal. O primeiro prefeito a participar das reuniões foi o Álvaro Bessa. Muito embora tenha faltado a ele a habilidade em resolver a questão do terreno, houve uma contribuição muito importante de Álvaro naquele momento. Alguém pode tirar os méritos dele por isso? Alguém pode tirar os méritos de Euvaldo, só porque o Hospital Regional não teve recursos do município? Claro que não.
Da mesma forma, ninguém pode tirar os méritos de Humberto Leite agora, pois o asfalto está começando na gestão dele. Poderia ser um prefeito que não se importasse em continuar o projeto, que não cobrasse do governo. A obra não é com recursos do município, mas tem pessoas do município envolvidas. Assim como Euvaldo, Có e Regi que brigaram para trazer essa emenda, há de se reconhecer a contribuição do atual gestor.
Por mais que se ressalte quem começou as obras do asfalto, o povo olha é em qual gestão que está acontecendo, aí entra o fator sorte. Leonel Cafezeiro, por exemplo, foi o único gestor que contribuiu com o 1% que cabe ao município na instalação do hospital, mas não teve a sorte de ter a obra finalizada em sua gestão. Não é por isso que vai se tirar, também, o mérito dele.
Não se pode esquecer da atuação de outros nomes, como o do deputado Severiano Alves, autor da emenda, e do deputado Rogério Andrade, com sua atuação com o DERBA para que as obras do asfaltamento se iniciassem. É uma briga boba, sem necessidade. Quem está de parabéns é a cidade. O verdadeiro pai da criança é o povo, porque o que está sendo feito é com nosso dinheiro e é a obrigação deles promover as melhorias na cidade. Por  Léo Valente. Inserção de Fotos Antonio Mascarenhas (www.tvsaj.com)

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