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sábado, 11 de janeiro de 2014

França autoriza tratamento à base de cannabis para esclerose múltipla

Sativex: Spray a base de maconha é indicado para tratar esclerose múltipla
Medicamento, já comercializado na Grã-Bretanha e Alemanha, é recomendado a pacientes que não responderam à terapia convencional

A França autorizou nesta quinta-feira o lançamento comercial do Sativex, um spray bucal que contém substâncias derivadas da cannabis e que é prescrito para aliviar as dores ocasionadas pela esclerose múltipla. A decisão "é uma etapa prévia à comercialização do produto, que será realizada por iniciativa do laboratório", declarou o Ministério da Saúde do país. O spray já é comercializado em outros países europeus.
A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida e não há cura para a doença. Sabe-se que ela ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinhal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

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O Sativex, produzido pelo laboratório britânico GWPharma, combina as duas principais substâncias extraídas da cannabis: o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O produto foi autorizado em 2010 por órgãos reguladores da Grã-Bretanha como uma terapia de segunda linha para tratar espasticidade em pacientes com esclerose múltipla — ou seja, em indivíduos que não responderam às drogas principais. A espasticidade, um sintoma comum da doença, ocorre quanto há um aumento do tônus muscular, podendo desencadear espasmos involuntários, distúrbios de sono e dores. Depois da Grã-Bretanha, outros países, entre eles Espanha, Alemanha e Dinamarca, segundo a farmacêutica, aprovaram o produto.
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Na França, o Sativex será comercializado por outro laboratório, o Almirall. Segundo o Ministério da Saúde do país, o tratamento com o spray deverá ser iniciado por médicos de hospital.
Contrários — Um artigo científico publicado em dezembro de 2012 no periódico britânicoDrug And Therapeutics Bulletin afirmou que não há evidências que comprovem a eficácia da maconha na redução dos sintomas da esclerose múltipla, como outras pesquisas haviam sugerido. Para os autores do texto, os estudos feitos sobre o assunto até então são limitados.

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