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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Como podemos romper "casulos existenciais" numa sociedade socioeconomicamente fragmentada?

Por ANTONIO MASCARENHAS
A vida é bela e, como tal, devemos aproveitá-la em todas as suas nuances.  Devemos viver os instantes, com plenitude,  como se fossem os últimos. O respirar, a liberdade de ir e vir são mais do que conquistas existenciais. São dádivas divinas. Nesse contexto, é imperativo que procuremos valorizar nossa passagem nessa verdadeira "timeline". Todos somos importantes no plano de Deus, independente de etnias, de conceitos, de condições econômicas, sociais e de convicções religiosas e políticas. 
E o que a torna fascinante é justamente essa multiplicidade de visões, de "olhares". Seria monótona se todos nutrissem os mesmos pensamentos, se todos gostassem das mesmas cores, dos mesmos hábitos. O olhar de cada um é de extrema relevância para o cultivo das "verdades" construídas em seu "interior".  Verdades que muitas vezes, à luz das "convicções" individuais e, até "coletivas" conflituam-se na relação intrínseca com a  verdade "máter", preconcebida na esfera divina. 
As pessoas viviam nos primórdios, em regime comunal (um por todos e todos por um). Com o advento da propriedade privada, começaram os conflitos relacionados a "imperiosa" necessidade de posses. Por conta disso, inciou-se o divisionismo social e econômico, gerando, por conseguinte, a estratificação social. Fracionada, a pirâmide social começou a deixar  claro que as classes mais aquinhoadas financeiramente tornar-se-iam dominantes, criando uma relação de dependência que, até hoje, permeia no seio da sociedade. 
E significativa parcela da sociedade acabou se inserindo em "casulos existenciais", alimentadas pelo conformismo. Conformismo esse que, quase sempre, acaba fomentando determinismos de cunho geográfico, econômico e social, ceifando, desde o nascedouro, oportunidades de crescimento nas diversas esferas. Mas, afinal, qual seria a saída? Como quebrar amarras e sair do imobilismo existencial se, a princípio, a conjunta reinante é um empecilho? Simplesmente esboçando olhares e buscando iniciativas que rompam esses casulos. Será que estamos dando passos nesse sentido?

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