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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Deputado Estadual João Bacelar diz que faltam polícias de Segurança e Reparação na Bahia‏


O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) afirmou hoje que o genocídio contra jovens negros na Bahia tem que acabar, durante audiência pública da Comissão de Reparação da Assemb  
leia Legislativa da Bahia para discutir o aumento de violência contra a juventude negra na Bahia. “As políticas públicas que visam o combate à violência faliram. O país reduziu discretamente as taxas gerais de criminalidade, porém os números de jovens negros mortos de forma violenta ainda se mantém elevados. Em 2001, tivemos a morte de 591 jovens e dez anos depois, esse número de elevou para 2.197 crimes, um aumento de 271%, o que é absurdo. Temos as mais altas taxas de mortalidade por homicídio do mundo”, protestou Bacelar. 
De acordo com o parlamentar, a ONU registrou 208.345 mortes violentas entre 2004 e 2007 em 62 países em conflito (Irã, Iraque, Afeganistão, Sudão, Somália, entre outros), enquanto apenas no Brasil, no mesmo período foram 206.005 mortes violentas. “Não estamos em guerra, não sofremos disputas religiosas raciais ou étnicas mas no país se morre mais do que em 62 países em guerra. E boa parte destas mortes são de jovens negros. É a institucionalização do genocídio do futuro deste país, porque estamos permitindo que sejam exterminados os jovens desta Nação. É uma verdadeira epidemia. Para a Organização das Nações Unidas, um índices de morte acima de 10 para cada grupo de 100 mil habitantes é considerada uma epidemia. Vivemos uma epidemia de assassinatos no Brasil”, protestou Bacelar.
Segundo o deputado, nos últimos anos houve um aumento significativo nos números de vítimas na população de etnia negra. “As estatísticas mostram que, em 2002, morreram 137 jovens brancos, enquanto foram 1.182 jovens negros. Em 2010, foram 390 jovens brancos mortos contra 4.701 jovens negros, um aumento de 261%. Ou seja, pulamos de 12,5% de jovens negros assassinados para 42,2%. E isso é resultado da falta de políticas públicas não só de combate à violência. É a ausência de uma política de inclusão, de Educação, principalmente, e de ações sociais porque, enquanto não tivermos ed0ucação de qualidade e em período integral, ações sociais e de inclusão, nossos jovens estarão nas ruas à mercê da criminalidade”, justificou. 
Autos de Resistência – Bacelar ainda criticou o que ele considera a institucionalização da morte de jovens pelas Polícias Civil e Militar e fez um apelo aos parlamentares para que atuem junto as bancadas no Congresso a fim de pressioná-los a aprovar projeto de lei 4.471/2012, dos senadores Paulo Teixeira, Fábio Trad, Delegado Protógenes e Miro Teixeira que exige a investigação através da instauração de inquérito dos chamados autos de resistência. “Estas mortes não são investigadas porque o Estado considera que foram resultantes de operações em defesa dos interesses do Estado. Não se considera essas mortes como uma ilicitude. Isso precisa acabar porque aqui se permite o excesso”, defendeu Bacelar.
Para o parlamentar, enquanto não se promover a Educação, sobretudo a de tempo integral; tiver ações afirmativas e concretas de reparação e melhores condições de vida as comunidades mais carentes, a solução para as mortes da juventude e sobretudo da negra está longe de acabar. “A problemática da falta de política eficiente de segurança pública no país é grande e maior ainda na Bahia, onde ocupamos a quarta posição no ranking nacional. Saltamos, em pouco mais de uma década, da 23ª posição para a 4ª posição em números de assassinatos. Tivemos, é verdade, uma queda nos índices, mas é uma diminuição muito discreta. As políticas públicas ainda não se mostraram eficazes para o fim das mortes de jovens, sobretudo dos negro e este é um problema que precisa ser encarado de frente. Inclusive, na própria Assembleia que realiza uma sessão desta importância, contamos com uma participação inexpressiva dos parlamentares e a ausência total de agentes do governo, o que prova de Segurança e Reparação não é prioridade deste governo”, concluiu Bacelar. ASCOM Dep.. João Bacelar. Foto 1 TVSAJ (www.tvsaj.com)

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