PÁGINAS

sábado, 2 de novembro de 2013

Dados das Olimpíadas de Química parametram comparações entre ensino público e privado. Performance do aproveitamento do ensino público não chega a ser desanimadora, todavia, suscita reflexões

Por ANTONIO MASCARENHAS
Na apresentação dos dados inerentes à realização da Olimpíada de Química, na Bahia, versão 2013, na ultima quinta-feira, 31, quando da premiação dos alunos que participaram dessa  disputa e que foram externados pelo Dr. Lafaiete Almeida Cardoso, coordenador dessa competição no Estado, explicitou números que, se de um lado, destacaram o sucesso dessas avaliações na Bahia, no tocante à organização e a quantidade de escolas e alunos participantes, do outro, mais uma vez a baixa performance de alunos da rede pública de ensino, em relação aos da rede privada. 

Situação com certeza desconfortável na medida em que o governo, nas suas esferas federal, estadual e municipal, em que pese esforços, ainda não conseguiu imprimir um ritmo mais acelerado no que concerne a uma melhoria no sistema educacional que, de fato, possa mostrar-se contundente para, pelo menos, minorar esse desnivelamento. Segundo Dr. Lafaiete,  neste ano, participaram, na etapa estadual, 160 escolas, das quais 97 públicas e 62 particulares. 
Dentre as publicas, 83 estaduais, 13 federais e 1 municipal. INSCRITOS X HABILITADOS: Dentre os 1230 alunos inscritos pela rede particular, 491 foram habilitados (39%); dos 315 inscritos da rede pública federal, 77 foram habilitados (24%); dos 2084 da rede estadual, 101 foram habilitados (4,8%); Dos 24 inscritos pela rede municipal, 3 foram habilitados (12,55). Numa comparação, por exemplo, entre inscritos e habilitados entre rede federal e particular, os seguintes números:
Dos 315 inscritos pela rede federal, 38 receberam medalhas (12%); Dos 1230 da rede particular, 162 receberam medalhas (13%). Ou seja, o índice de aprovação para a rede particular foi imensamente superior. Mas o que estaria acontecendo? Faltariam professores capacitados na rede pública? Obviamente que não. Talvez esteja faltando motivação por parte de professores, nem sempre bem remunerados, falta de maior interesse por parte de alunos, dentre outros fatores. Participaram da cerimônia de premiação, além de Dr. Lafaiete,   Sérgio Melo (Coordenador Nacional das Olimpíadas de Química, Dora leal Rosa (reitorada UFBA), Luiz Rogério (vice-reitor da UFBA), Antonio Carlos Scordino (Fundação CEFET), Hélio Pimentel (Coordenador do Cursos de Química da UFBA).Josênia Amaral (Secretária do Instituto de Química), Cristiano Araújo (Secretária de Pós Graduação de Química), Fotos  Antonio Mascarenhas (www.tvsaj.com)

Nenhum comentário:

Postar um comentário