domingo, 29 de agosto de 2010

Nem todo cego é aquele que não vê

Por ANTONIO MASCARENHAS
Deparamo-nos, no dia-a-dia, infelizmente, com pessoas que dispõem de condições físicas, econômicas e políticas suficientes para, diante de determinadas situações, se não equacionarem, pelo menos esboçarem posicionamentos que minimizem sofrimentos do próximo ou que contribuam para a cristalização de ações que, a curto e médio prazos, possam minorar o desnivelamento social reinante no seio da população. 
Observamos que muitas pessoas jogam farpas para todos os lados, reclamando contra o "sistema", reclamando por melhores condições de saúde, educação, lazer, moradia, transporte e, principalmente, segurança. Agem como cidadãos, desenvolvendo o senso crítico, todavia, não materializam suas posturas. 
Ou seja, todo um "blá-blá-bla" esvai-se no tempo e no espaço, contribuindo para que "tudo continue como d"antes no quartel de Abrantes". Esse alheamento, essa indiferença, acaba contribuindo para a sedimentação de mazelas que, somatizadas, alimentam o marasmo que, sem sombra de dúvidas, não apenas retarda o desenvolvimento social, mais que isso, castra, no nascedouro, todo um leque de impetuosidade construtivista esperada dos verdadeiros cidadãos. Torna-se, portanto, imperativo que cada um de nós, e todos, possamos não apenas ver mas, sobretudo, enxergar, convictos de que assim o fazendo, estaremos semeando e que  brotarão  frutos,  não importando que sejamos nós mesmos os encarregados da colheita. Inserção de imagens Google: Mascarenhas.

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