quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CASULOS EXISTENCIAIS: Até que ponto podemos ver e, mais que isso, até onde chegamos a enxergar o mundo que nos cerca? O ano se finda e 2010 se desfralda. Com ele esperanças. Com ele, a chance de cada um de nós procurar, no recôndito de nossa existência, o verdadeiro sentido da vida. Convido a todos vocês que nos prestigiam, a essa REFLEXÃO.


Por ANTONIO MASCARENHAS

Todos nós, seres humanos, ao sermos concebidos, passamos a fazer parte de uma família que é, na verdade, a primeira célula existencial. É na família que se consolidam os laços primários dos relacionamentos que estabelecemos durante toda uma existência. É na família que adquirimos as primeiras noções comportamentais. É nela que angariamos conhecimentos acerca de ética, solidariedade, de amor ao próximo, de companheirismo e humildade.

E, naturalmente, cada pessoa vislumbra, no seu entendimento, o “mundo” que a priori esteja ao “seu alcance”. Ocorre que, para uma grande maioria, o “mundo”  que a cerca restringe-se, apenas, aquilo que esteja ao alcance de seus olhos.  E o que é pior: em razão do ceticismo, do conformismo, acaba  se tornando refém  do determinismo por ela mesma imposto.  E, envolta nesse perfil “ideológico”, fica presa às amarras, por ela mesma,  construídas.
Nesse contexto, as amizades (se é que possam existir) são sempre as mesmas.  Os cenários frequentados não se diferenciam. Os sonhos (se é que existem) não passam das quatro paredes. As distâncias são sempre longínquas e as dificuldades, são sempre intransponíveis. Os objetivos, as metas, são ceifados  pela própria auto-aceitação,  enquanto indivíduos  moldados pelo meio.
Por outro lado, como romper esses casulos? Como empreender viagens intercontinentais sem que precisemos, na maioria das vezes, ter  que mudar, sequer, um passo?  Até que ponto estamos preparados para dar vazão às nossas idéias? Até que ponto  vamos continuar sedimentando, em nós mesmos,  a falsa idéia de que somos o poço  de conhecimentos, de verdades. Até que ponto vamos alimentar a  falsa convicção de que a verdadeira riqueza  está, apenas,  naquilo que tocamos?


Nenhum comentário:

Postar um comentário